Traição Online


Imagine que um dia chega a casa e encontra no computador um histórico de conversas de seu companheiro com outras mulheres. Não nos referimos a conversas normais, mas aquelas com conteúdos eróticos, daquelas que é suposto ele ter consigo, não com as “vizinhas” digitais. Como reagiria? E se fosse ao contrário? Se o seu marido descobrisse conversas comprometedoras entre si e outro homem?

Catarina passou pela primeira situação. Há cinco anos atrás a estudante de Gestão passou por momentos delicados na sua relação com Gonçalo, o namorado. Desconfiada, Catarina resolveu guardar numa pasta oculta no computador do namorado todo o histórico de conversas do Messenger. Certamente conhece a velha expressão “quem procura, encontra”. Então já calcula o que aconteceu a seguir, Catarina encontrou o que não queria.

“Estava ali, mesmo à minha frente. Enquanto eu não estava com ele, ele andava a ter conversas comprometedoras online, com uma completa desconhecida. chorei muito, chamei-lhe tudo e mais alguma coisa”, lembra a jovem.

O conteúdo das conversas, que consistia essencialmente em frases eróticas, até mesmo com tons amorosos, não agradou à estudante. A jovem imprimiu o histórico e decidiu confrontar Gonçalo. “Ele disse que foi uma coisa de momento, começou por uma brincadeira e continuou porque achou piada, mas que nunca tinha pensado em trair-me fisicamente.” Catarina não aceitou as desculpas do companheiro e acabou por terminar a relação que mantinham, porque acreditou que ele a tinha traído. Mas reatou tempos depois.

“Resolvi dar-lhe uma segunda hipótese, mas agora estou de olho aberto. Se ele fizer isto novamente já era”, declara.

Existem muitos Gonçalos e muitas Catarinas por este mundo fora, mas não só os homens procuram esta nova forma secreta de se relacionar. Também muitas mulheres se tornaram adeptas deste novo fruto, que sendo proíbido tem vindo a criar conflitos em muitos namoros e casamentos.

A Internet já entrou em nossas casas, entrou nas nossas vidas e na generalidade das relações que estabelemos, parece invitável que entre também nas relações com os nossos maridos e namorados.

A Internet potencia o nosso lado secreto. No aconchego do lar, de pijama, pantufas, rolos na cabeça e máscara na cara, podemos ser sexys, sensuais, misteriosas, ter cabelo loiro, 27 anos e 1,75m. Poderia ter dito cabelo preto, olhos verdes, caracóis, ou podia ter descrito um homem, alto, barriga, barba de três dias e de boxers, tanto faz. O que quero dizer é que sejamos nós quem formos, ali, online, somos tudo menos isso. Podemos ser fantásticos, interessantes, inteligentes, bem-humurados. Somos o que queremos ser no momento, naquela fracção de segundo em que nos perguntam nome, idade, entre outras coisas. Ali podemos dar azo a uma imaginação por vezes reprimida, a fantasias nunca consumadas.

Fonte:Qmulher
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